Treinamento Corporativo: e-learning e o que seu colaborador precisa saber

Sejamos honestos: treinamentos corporativos são chatos. Claro, nem todos. Alguns são insuportáveis. Ao longo da minha carreira, fiz boa quantidade deles e, em quase todos os casos, só cheguei ao fim por causa do fator motivador: eu era obrigado a fazer aquilo. Veja, o problema não era necessariamente o conteúdo. A maior parte era relevante e estava razoavelmente bem apresentada. Mesmo assim, a cada curso, o mesmo drama: eu não retinha praticamente nada.

Lembro que fiz meu primeiro treinamento ainda como estagiário, em uma grande multinacional farmacêutica. Dei o meu melhor, mas, anos depois, consigo me lembrar de apenas duas coisas. A primeira, claro, é que fiz o treinamento. A segunda é que, mesmo dando o máximo do meu potencial cognitivo, frequentemente eu me sentia desmotivado, tendo em mente uma questão fundamental: isso vai me servir para quê?

Apesar da relevância do conteúdo em todos os treinamentos corporativos de que participei, a maioria carecia de uma coisa essencial – contextualização. Poucas coisas tornam o aprendizado tão torturante e ineficiente quanto uma enxurrada de informações com pouca ou nenhuma relação com o dia-a-dia no trabalho.

Para que o processo de aprendizado seja estimulante e eficiente, o aluno que participa de um programa de educação corporativa precisa saber responder a uma pergunta. É a mesma que eu me fazia nos tempos de estagiário: para que eu vou usar esse conhecimento? Em que momento do meu trabalho ele será necessário? Muitas vezes, os próprios gestores não sabem responder a essa pergunta, mas, sem uma resposta precisa, o processo de aprendizado será muito mais truncado.

A melhor forma de ensinar é contextualizando a teoria, aproximando-a da realidade do trabalho e do cotidiano. Ou seja, não basta criar um ambiente bonito e colorido de e-learning para despejar conteúdo em seus colaboradores. É preciso um “tempero” na transmissão de conhecimento. A aprendizagem ocorre apenas quando o aluno processa novas informações ou conhecimentos que fazem sentido para ele, incorporando-os à própria rede de referências dele.

O novo conteúdo precisa ter relação com conceitos que já sejam importantes para o aluno, e que já estejam claros e disponíveis na estrutura cognitiva dele. E precisam ter relação direta com o que ele faz no dia-a-dia. A contextualização, comprovadamente, capta a atenção do aluno de forma mais eficiente e estimula a memória, tornando a recuperação das informações, quando necessário, mais fácil.

A Vide Corporate é uma empresa especializada na produção de conteúdo para e-learning. Fazemos a ponte entre quem deseja ensinar e quem precisa aprender, tornando o processo de aprendizado contextualizado, dinâmico, agradável e com o máximo aproveitamento dos recursos e do potencial do aluno. Quer desenvolver sua educação corporativa com quem entende do assunto? Entre em contato conosco pelo contato@videcorporate.com.br.

Bibliografia:

DELORS, J. Educação: um tesouro a descobrir.  São Paulo/Brasília: Cortez. UNESCO/ MEC, 1998.

CRAWFORD, M. Teaching in context builds understanding. In: Contextual Teaching Exchange, Waco, Aug. 2001. p.10-25.

AUSUBEL, D. The psychology of meaningful verbal learning. New York: Grune & Stratton, 1978.

OAKLEY, B.; SEJNOWSKI, T. Learning How to Learn. San Diego, 2015. In: https://www.coursera.org/learn/learning-how-to-learn/ – visited from april 03 to april 25.

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